"Era noite, a chuva caía fininha e fria, que, se não encharcava algum desprevenido, molhava-o devagar. Só podia se escutar o barulhinho da chuva batendo na janela e ecoando nas ruas vazias. O único protagonista que ali atuava, era o silêncio. Ouvia-se também, o vento ressoando instantaneamente. O silêncio, contudo, trouxe o seu fiel amante, a solidão… A solidão que ali andava perplexa, pensando no por que de ser tão só, queria apenas solidificar a mudança… Mudar o significado viril e, por conseguinte de seu nome, era pra ser um mero substantivo, e não deveria ser “alguém” privado de companhia. Som, silêncio, oh…céus, o silêncio ecoa um som que persuade a mente do só, agoniza, sem salvação… Desaba ali -repleto de gotas em seu casaco- seria um momento impar, se não fosse repetido dia após dia o amargo gosto de ser só."







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